Caetano Albuquerque

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João Doria

A Barbie da política brasileira

o Governador de São Paulo é um político que está aberto a qualquer tipo de roupagem ideológica necessária para realizar seu papel frente à burguesia.

João Doria é a caricatura viva do político burguês: já se vestiu de Gari, de Guarda, de pedreiro, porém as suas fantasias mais relevantes no contexto político de hoje são as que o elevam a candidato da terceira via, a via que trará estabilidade para o regime Neoliberal e, consequentemente, a falência completa do país e da economia para o povo trabalhador. Assim com a famosa boneca Barbie, Doria veste as roupas do momento para aumentar o apelo para que o comprem. Se a tendência do momento for a luta das transformistas, o leitor pode ter certeza que veremos Doria de peruca e maquiagem pesada desfilando pela calçada da Avenida Paulista.

O Doria identitário

Como escrito por Janaina Paschoal, deputada fascista do PSL, Doria “abraçou todas as pautas do PSOL”, refletindo uma aparente mudança na política do partido da burguesia imperialista no Brasil. Uma Farsa, como todas as outras. Trata-se de mais uma roupagem, mais uma fantasia para organizar sua cartada eleitoral. Em cima do novo programa social do governo paulista, a Bolsa do Povo, há uma campanha de compra de votos e elogios à imprensa. Não nos esqueçamos, enquanto o PSDBista usava sua roupagem BolsoDoria, das delegacias da diversidade, verdadeira ironia que é, que procura expandir o repertório de ação do aparato repressor do povo, advindas da tentativa da burguesia de elevar a frente ampla a uma posição de luta contra Bolsonaro em 2022.

FASCISTA. Doria é essencialmente um fascista, seu programa é o ataque
brutal à população, o programa do neoliberalismo

O Doria Científico

Muito também foi dito da iniciativa de João Doria em 2021 de iniciar a vacinação em São Paulo com o uso da vacina chinesa, o CoronaVac.  Uma das descobertas recentes que botou abaixo os elogios foi a eficácia de apenas 30% da vacina em idosos acima de 90 anos. A vacina de Doria oferece muito pouca proteção aos idosos, não deveria ser aprovada com base nos parâmetros científicos. Além disso, reduziu de 21 para sete os médicos do Comitê Científico, criado por ele mesmo. O caso de Gonzalo Vecina Neto, o ex-presidente da Anvisa, deixa claro as prioridades do Governador:  “O que Doria está fazendo é se cercar de seus Puxa-sacos”.

Enquanto isso, Doria ouve as opiniões dos sete membros restantes no Comitê, todos escolhidos a dedo pelo próprio, e comemora o fim da “quarentena em São Paulo”, em meio a um quinto de todos os casos do coronavírus do Brasil. O que está em jogo não é a imunização da sociedade, mas o marketing em torno da criação de um fascista da terceira via, com uma imagem mais engomada e civilizada.

O Doria Democrático

Lembremo-nos do Bolsodoria. João Dória, ainda no final de 2018 afirmou: “Não façam enfrentamento com a Polícia Militar nem a Civil. Porque, a partir de 1° de janeiro (de 2019), ou se rendem ou vão para o chão”. Visto que a polícia de São Paulo é uma das mais repressivas do país, utilizando níveis extremamente elevados de violência e sendo responsável por centenas de assassinatos todos os anos. A construção de uma figura democrática e “calma”, celebrado por vários elementos da pequena burguesia, é mais uma das roupagens do governador de São Paulo. O fascismo não se apresenta apenas na figura de Jair Bolsonaro, a verdade é que o PSDB de Dória é muitas vezes mais fascista que o próprio presidente. Cabe ressaltar que foi o próprio PSDB que alimentou o avanço da extrema-direita no país e financiou os apoiadores de Bolsonaro e movimentos de direita como o Movimento Brasil Livre (MBL), com a clara intenção de realizar o golpe de 2016.

Qualquer trabalho feito por este governo atinge seu ápice logo no começo, pois tem como intenção se tornar um trunfo eleitoral. A questão principal a se compreender é a do papel do político burguês. Doria é, no momento, a peça de análise desta matéria, por outro lado há milhares de políticos que procuram agir da mesma forma, se adaptando a situação política, para ficarem mais perto dos interesses da burguesia imperialista, para melhor servi-los, e para obter ganhos pessoais maiores. O político burguês entrega o povo a sua própria sorte, e preenche qualquer papel que os veículos de inteligência do imperialismo queiram para ele, vestindo então qualquer fantasia que seja conveniente no momento.

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