Caetano Albuquerque

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Wikileaks

A política de Doria é a política da CIA

Doria apresentou duas facetas, identitária e ditatorial

O posicionamento do partido frente a Doria e ao Imperialismo entra em um entendimento completo na situação política atual: O PSDB, partido do atual Governador de São Paulo, João Doria, é o partido do Imperialismo, e como tal, se alinha diretamente com todas as suas posições, incluindo fazer uso do Identitarismo para meios de propaganda e campanhas de imprensa eleitorais. O conceito não é nada novo na verdade, por outro lado, é justamente o que explica a guinada de Doria a causa das minorias e mulheres que presenciamos nestes últimos dois anos.

A questão dos governadores e políticos de direita, exemplificados por Doria -a tentativa de candidato da terceira via da burguesia- e de sua conexão com a bandeira do Arco íris, com as mulheres negras e com a “democracia”, se torna mais clara quando posto frente a sua “luta” amigável contra Bolsonaro, extraindo do povo trabalhador do país os mesmos tipos de parasitismos e sacrifícios, se não mais, que o suposto inimigo número um, Bolsonaro. O PSDB, o partido do imperialismo no Brasil, usa o vestido do Identitarismo para conseguir benefícios políticos com os opositores a Bolsonaro, e para manipular setores da esquerda pequeno burguesa e afins para obter uma base eleitoral clara contra o atual presidente fascista em 2022. O PSDB, e mais especificamente Doria, se preparam para eleições entre ele e Bolsonaro no segundo turno, tomando as tentativas da burguesia de afogar a onda de manifestações iniciadas no 1 de maio, puxadas pelo PCO, como bem sucedidas, e portanto, Lula fora das eleições de 2022.

Garoto propaganda. A vacina funcionando ou não, o que importa são as fotos e as manchetes. Foto: Reprodução

Atacar o identitarismo, a campanha atual do PCO, é um combate legítimo da luta de classes. Diferente de tantos partidos de esquerda que habitam o cenário político mundial e nacional, o PCO veementemente se põem a favor da vitória do Afeganistão e contra a queima de estátuas, ou a corrente ideológica do Identitarismo, a priori uma “frente para o progresso social da humanidade”, mais na faceta de João Doria, demonstra-se como uma contraditória e retrógada força política no Brasil e no mundo. Ao mesmo tempo que Doria posa com as bandeiras arco-iris, proclamando sua adesão a luta das mulheres, também corta direitos históricos das mulheres doentes com câncer de mama, despeja a população pobre, incluindo mulheres, negros e LGBT nas ruas, visto que o numero de famílias despejadas em plena pandemia do coronavírus aumentou 660% só em são Paulo,  e ainda expande as forças repressivas com a criação irônica das Delegacias da Diversidade.

O identitarismo, ideologia defendida abertamente pela CIA e por setores importantes do imperialismo, como o próprio Joe Biden, Barack Obama, e o próprio Governador de São Paulo, é o principal elemento de confusão lançada por parte da burguesia para levar a classe média a oposição aos movimentos nacionalistas e operários. Como demonstrado pela série de documentos publicados pelo WikiLeaks. Os documentos “classified” da CIA desenlaçam, ainda em 2010, estratégias de imprensa para conseguir apoio da população da França e Alemanha, os dois países mais importantes do Imperialismo europeu, sobre a questão da invasão e estadia de tropas imperialistas no Afeganistão. O ponto principal da campanha de imprensa delineada pela CIA é o uso do feminismo, da questão das mulheres e dos refugiados afegãos, especialmente direcionados para a França. Para a Alemanha, a pauta da época se modifica levemente para incluir a questão das drogas e do terrorismo. Ao mesmo tempo, outros documentos da mesma fonte revelam os planos de privatização da indústria de telefonia no Afeganistão ocupado. Há claros paralelos entre o discurso e a prática deste caso é o caso brasileiro atual, do avanço do processo de privatizações dos correios e do saneamento básico paulista por João Doria e enquanto reivindica as causas das minorias e das mulheres negras.

O que o WikiLeaks demonstrou não foi um choque. Não é atoa que os EUA e os países Imperialistas se põem como os bastiões dos direitos sociais das mulheres e minorias, e são defendidos pela mesma esquerda que hoje não quer confronto direto com os Bolsonaristas nas ruas no ato do 7 de setembro. Não há mais dúvidas da eficácia do identitarismo para não apenas controlar a movimentação da esquerda, dar-lhe base ideológica, como também silenciar os movimentos mais radicais e revolucionários, sendo usados principalmente para atacar os inimigos do imperialismo Norte-americano, o mais feroz do planeta.

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